Quem sou eu

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ATIVIDADES E JOGOS PARA TRABALHAR COM MATEMÁTICA

  • )
  • b)
  • c)
  • d)
  • e)
  • f)
  • g)
  • h)
  • i)
  • j)
  • k)
  • l)
  • m)
  • n)
  • o)
  • p)
  • q)
  • r)
  • s)
  • t)
  • u)
  • Desenvolvendo a coordenação motora
  • Comparando objetos
  • Brincando com corda
  • Toca do coelho
  • Duro ou mole
  • Figuras geométricas
  • Revisando os números de 0 a 20
  • Coordenação visomotora
  • Cores
  • Tamanho
  • Quantidade
  • Espessura
  • Posição
  • Números de 0 a 10
  • Estudando os sinais
  • Adição
  • Subtração
  • Números pares e números ímpares
  • Medidas de tempo
  • O ano, os meses e a semana
  • Metro, litro, quilo






















a) Desenvolvendo a coordenação motora
Para desenvolver a coordenação motora dos alunos, proponha a atividade a seguir.
Primeiramente, eles devem desenhar o contorno de uma figura simples em uma folha de papel sulfite, por exemplo, uma flor (em vez de desenhar, os alunos podem recortar uma imagem de revista ou ainda você pode oferecer essa figura fotocopiada). Depois, devem recortá-la e colá-la em uma cartolina ou em outro papel mais grosso, como papel-cartão.
Feito isso, é o momento de recortar novamente a flor seguindo o contorno. Explique-lhes que é preciso aplicar um pouco mais de força na tesoura, já que o papel, dessa vez, é mais grosso.
Ajude aqueles que apresentarem mais dificuldade, sempre os ensinando a fazer.
A flor recortada e o molde que a originou podem ser aproveitados em diferentes atividades de coordenação motora e em muitos momentos ao longo do ano, repetindo esse passo a passo com outras figuras.
A flor, por exemplo, pode ser usada para fazer um trabalho com textura; para isso, basta colocá-la sob uma folha de papel sulfite e passar o giz de cera por cima. Outra possibilidade é utilizá-la como cartão comemorativo do Dia das Mães ou convite para a Festa da Primavera.
Os alunos podem usar o molde para reproduzir a flor sempre que desejarem – basta que coloquem uma folha de papel sulfite sob ele e, com uma canetinha ou lápis de cor, pintem a flor. Se necessário, cole um pequeno pedaço de fita-crepe para prender o molde à folha.
b) Comparando objetos
Utilize sucata para trabalhar os conceitos matemáticos grandemédio e pequeno.
Separe, por exemplo, três caixas vazias de diferentes tamanhos e coloque-as lado a lado, pedindo aos alunos que as organizem da maior para a menor. Depois, peça à turma que diga qual é a caixa grande, qual é a média e qual é a pequena.
A mesma comparação pode ser feita com garrafas PET, potes de iogurte, botões de roupa, caixas de suco etc.
Outra possibilidade é sugerir aos alunos que comparem o tamanho das partes do corpo dos colegas da turma e do professor: o tronco, os braços, as pernas e os pés, por exemplo. Estimule-os a expressar oralmente as noções de grandeza.
c) Brincando com corda
Há inúmeras brincadeiras com corda que propiciam o desenvolvimento motor e trabalham de modo concreto as noções matemáticas. Leve a turma ao pátio ou à quadra da escola e brinque com os alunos.
Veja as sugestões e orientações a seguir.
Chicotinho
Organize os alunos em uma roda. Um aluno deve ficar no centro da roda, segurar uma das pontas de uma corda e girá-la no solo. Os alunos da roda devem pular a corda assim que elase aproximar, sem pisar nela. Aquele que pisar sai da brincadeira e fica aguardando a próxima rodada. Ganha quem fica até o fim.
Chicotinho queimado
Escolha uma corda pequena para ser o “chicotinho queimado”.
Os alunos devem tapar os olhos enquanto um colega da turma esconde o chicotinho.
Sugira que o chicotinho seja escondido em cimaembaixona frenteatrás oudentro de algum móvel ou objeto. Alem dos elementos escolares – mesa, cadeira, armário –, disponibilize outros itens, espalhados em locais estratégicos. Por exemplo: baldes, caixas de tamanhos diferentes, baús, maletas etc.
A um sinal predeterminado (pode ser um apito), todos devem destapar os olhos e sair à procura do chicotinho. Quando alguma criança estiver perto dele, o aluno que escondeu o chicotinho dirá “está quente”. Quando estiver longe, o aluno dirá “está frio”, informando a todos quem está esquentando ou esfriando, conforme a distância. Quando alguém estiver muito perto do chicotinho, dirá “está pelando”. Aquele que encontrar deverá pegá-lo e sair correndo, com o chicotinho enrolado na mão, atrás de outra criança.
Quem for tocado levemente pelo chicotinho preso à mão do colega será o próximo a escondê-lo.
Para enriquecer a atividade, cada vez que um aluno encontrar o chicote, deverá descrever oralmente onde o encontrou usando noções matemáticas. Por exemplo: em cima da mesa; embaixo da cadeira; dentro do balde; atrás da porta.
Cobrinha
Dois alunos seguram uma corda rente ao chão e começam a fazer ondulações horizontais. Três começam a pular. Quem tocar ou esbarrar na corda sai da brincadeira e aguarda a próxima rodada.Quando uma criança sai, entra outra em seu lugar. Vence quem consegue ficar pulando mais tempo.
d) Toca do coelho
Para trabalhar concretamente a ideia de dentro e fora, brinque com os alunos de toca do coelho. Distribua bambolês no chão do pátio ou da quadra da escola. Dentro de cada um devem ficar dois alunos, enquanto apenas um deve ser escolhido para ficar do lado de fora, sem bambolê.
Quando você der o sinal, eles devem correr para trocar de “toca” (até mesmo a criança que estava sem bambolê), sempre formando pares dentro dos bambolês. Organize o grupo em número ímpar de crianças, de modo que sobre sempre um aluno em todas as rodadas.
Se não houver uma quantidade muito grande de alunos, a brincadeira pode ser realizada com apenas uma criança em cada toca. Neste caso, o jogo se inicia com todos do lado de fora.
Caso não haja bambolês na escola, outra maneira de desenvolver a mesma atividade é representar a toca desenhando os círculos no chão, com giz de lousa.
Variação
Brinque de toca do coelho sem correr, apenas pulando para dentro e para fora da toca. Nesta variação, disponibilize um bambolê para cada criança.
Informe em voz alta o lugar para onde todos devem saltar. Quando falar a palavra “dentro”, eles devem pular para dentro do bambolê. Quando falar a palavra “fora”, devem pular para fora do bambolê.
Continue a falar as palavras “dentro” ou “fora”, em intervalos cada vez mais curtos, de maneira aleatória. A cada mudança de palavra, os alunos devem obedecer e saltar. Aqueles que erram saem da brincadeira ou se sentam dentro da toca até a próxima rodada.
Quando sobrar apenas um aluno, ele será declarado vencedor e será o próximo a dizer “dentro” e “fora” na rodada seguinte.
e) Duro ou mole
A brincadeira de duro ou mole é muito semelhante ao pega-pega.
Em um lugar amplo, todos devem correr do pegador.
O pegador deve tocar alguém e dizer “duro”. O aluno que for pego deve ficar imóvel, esperando alguém salvá-lo. Para que seja salvo, um colega precisa tocar em seu braço e dizer “mole”. Então, esse aluno pode voltar a correr.
Quando o pegador tocar um mesmo aluno mais de três vezes, este tomará o lugar daquele.
f) Figuras geométricas
Organize os alunos ao redor de quatro figuras geométricas desenhadas no chão: um quadrado, um triângulo, um círculo e um retângulo (se julgar conveniente, utilize fitas coloridas ou barbantes para compor as figuras).
Inicialmente, explore o nome das figuras associando-o à forma. Em seguida, distribua aos alunos recortes de imagens que se assemelhem a essas figuras geométricas, por exemplo: figura de sol, lua, livro, pirâmide, mesa, roda etc.
Os alunos deverão identificar a figura geométrica que pode ser associada à imagem recebida.Para isso, eles devem compará-la com as figuras desenhadas no chão. Estimule-os a se expressar livremente a respeito das semelhanças entre as figuras e os desenhos no chão.
Em um segundo momento, repita a atividade utilizando objetos como dados, casquinhas de sorvete, bola, apagador, giz, lápis, borracha, vaso, prato, copos etc.
g) Revisando os números de 0 a 20
Esse é um momento importante para reforçar o aprendizado dos números. Crie situações de aprendizagem divertidas. Veja a seguir algumas sugestões.
Bingo de números
Confeccione cartelas, divididas em nove partes iguais, que contenham aleatoriamente números entre 0 e 10.
Os alunos podem usar tampinhas para marcar os números que forem sorteados por você.
Para aumentar o grau de dificuldade, monte também cartelas que tenham aleatoriamente números entre 0 e 20.
Jogo do 1 ou 2
Confeccione um dado em que apareçam apenas os números 1 e 2, ou cartões com esses números, guardados em um saquinho. Cada aluno, na sua vez de jogar, lança o dado ou retira uma ficha do saquinho.
O aluno deve ler o número sorteado e identificar uma das partes do corpo com a mesma quantidade do número sorteado. Por exemplo: um nariz, uma boca, uma cabeça, dois olhos, duas orelhas, dois braços etc. O jogo termina quando todas as partes do corpo tiverem sido mencionadas.
Tirando do prato
Coloque 20 fichinhas coloridas em pratos de papelão (aqueles usados em festas). Disponibilize um prato para cada aluno.
Um aluno por vez deve jogar o dado e retirar do prato a quantidade de fichinhas correspondente ao número sorteado. Vence quem esvazia o prato primeiro.
Você pode variar a atividade solicitando aos alunos que, em vez de retirar, acrescentem fichinhas ao prato.
h) Coordenação visomotora
Para estimular os alunos a desenvolver suas habilidades, proponha atividades práticas de coordenação visomotora, como:
  • andar livremente sobre linhas retas ou curvas;
  • andar para frente sobre uma linha;
  • andar de costas;
  • andar com as mãos na cabeça;
  • andar na ponta dos pés;
  • andar sobre os calcanhares;
  • andar sobre quatro apoios (com os pés e as mãos apoiados no chão);
  • bater palmas em um determinado ritmo;
  • desenhar labirintos no chão e pedir aos alunos que encontrem a saída;
  • carimbar os pés e as mãos em uma cartolina;
  • brincar com bambolês;
  • equilibrar-se em pneus no chão;
  • rolar pneus até determinado local;
  • brincar de jogos de adivinhas seguindo dicas do professor;
  • participar da organização da sala de aula arrumando os espaços das atividades.
i) Cores
Para introduzir esse tema, peça aos alunos que reconheçam e identifiquem as cores apresentadas.Proponha atividades como:
  • “jogo de memória das cores” confeccionado com as crianças. Para esse jogo, os pares de peças podem ser os seguintes: a carta com o desenho de uma maçã, em preto e branco, deverá ser associada a uma carta de cor vermelha; a de uma banana, em preto e branco, formará par com uma carta amarela;
  • solicitar aos alunos que levem bolas, ou outros brinquedos, de determinada cor para a sala de aula;
j) Tamanho
Utilize diversos objetos para estabelecer comparações relativas a tamanho.Utilize diversos 
objetos para estabelecer comparações relativas a tamanho.
Veja alguns exemplos de atividades:
  • pedir aos alunos que comparem e classifiquem objetos e figuras de acordo com o tamanho;
  • em uma roda de conversa, pergunte-lhes quais estratégias ou maneiras de medir os objetos conhecem. Eles podem citar a fita métrica, a trena ou até mesmo o palmo e os passos;
  • propor aos alunos que acompanhem o crescimento de um pé de feijão. Você pode iniciar a atividade contando a história “João e o pé de feijão”. Depois, organize a turma em grupos menores e ensine-os a plantar um pé de feijão no algodão. Eles acompanharão o crescimento da planta usando algum instrumento de medida que, neste caso, pode ser uma régua ou um barbante.

k) Quantidade
Proponha atividades como:
  • trabalhar com material concreto (botões, canudos, palitos, lápis, tampinhas, caixinhas etc.) pedindo aos alunos que, por exemplo, coloquem muitas tampinhas dentro da caixa; apanhem poucos lápis; encham um copo etc.;
  • interpretar situações relacionadas às capacidades dos recipientes, identificando aqueles que podem conter mais ou conter menos elementos;
  • estabelecer relações quantitativas destacando o que é muito ou pouco, o que tem mais ou tem menos, o que está cheio ou vazio;
  • comunicar quantidades utilizando linguagem oral, representação numérica e registros não convencionais, como risquinhos, bolinhas etc.
l) Espessura
Para trabalhar esse tema, organize, com a participação dos alunos, uma exposição de diversos objetos, que deverão ser de espessuras variadas.
Proponha outras atividades como:
  • comparar objetos da sala de aula e classificá-los como grosso ou fino, estreito ou largo;
  • manipular diferentes objetos, como fitas e cordas de espessuras diferentes ou iguais.
m) Posição
O objetivo na introdução desse conceito é fazer com que os alunos consigam distinguir, a partir 
de um ponto de referência, diferentes posições no espaço.
Proponha atividades como:
  • fixar no mural da sala de aula a figura de um cachorro, por exemplo. Distribuir entre os alunos outras imagens (peteca, dado, pipa, ursinho etc.) e pedir que as coloquem no mural de acordo com a indicação do professor, por exemplo: “Clarice, coloque a peteca perto do cachorro”; “Flávio, coloque a pipa ao lado do cachorro” etc.;
  • representar a posição de pessoas e objetos utilizando vocabulário adequado em brincadeiras e outras situações cotidianas;
  • trabalhar com o conceito dentro e fora, desenhando um círculo no chão do pátio e pedindo aos alunos que ora fiquem dentro, ora fiquem fora do círculo;
  • trabalhar com o conceito perto e longe pedindo que arremessem pequenos sacos de areia ou bolas o mais longe que puderem. Medir as distâncias para ver quem arremessou mais longe e quem arremessou mais perto.
n) Números de 0 a 10
Proponha atividades como:
  • cantar músicas que envolvam números;
  • trabalhar quantidades com material concreto;
  • confeccionar cartelas com o número em estudo, cortado e colado em lixa ou esponja, e pedir aos alunos que passem o dedo seguindo as direções corretas da escrita;
  • traçar pausadamente na lousa, com letras grandes e legíveis, o número em estudo;
  • identificar e escrever os números de 0 a 10;
  • preparar uma tabela numérica de 0 a 10 associando número e quantidade. A tabela deve ficar permanentemente ao alcance dos alunos para que eles tenham oportunidade de observar o traçado dos números, a grafia correta deles e a ordem que ocupam na sequência.
o) Estudando os sinais
Por meio da observação de agrupamentos com diferentes números de elementos, apresente os sinais de igual (=) e de diferente (≠), e de maior que (>) e menor que (<).
Proponha atividades como:
  • formar grupos de alunos de acordo com um critério ou uma característica, como a idade ou a cor de cabelo. Depois, pedir que os comparem dizendo se a quantidade de elementos entre eles é igual ou diferente; em seguida, solicite que comparem qual tem a quantidade maior ou menor de elementos;
  • pedir a um aluno que desenhe dois grupos de bolas na lousa e chame outro colega para fazer a contagem dos elementos, escrevendo, entre eles, os sinais = ou ≠, > ou <.
p) Adição
Proponha atividades como:
  • utilizar materiais concretos, por exemplo, canudinhos, palitos e tampinhas, para explorar os conceitos de adição;
  • relacionar a palavra “mais” ao símbolo da adição “+”;
  • interpretar e resolver situações-problema envolvendo a ideia de adição com totais até 9.
q) Subtração
Proponha atividades como:
  • utilizar materiais concretos, por exemplo, canudinhos, palitos e tampinhas, para explorar os conceitos de subtração;
  • relacionar a palavra “menos” ao símbolo da subtração “–”;
  • interpretar e resolver situações-problema envolvendo a ideia de subtração com minuendo até 9;
  • confeccionar um cartaz para anotar, diariamente, quantos alunos faltaram e quantos vieram à escola. Perguntar a eles de que maneira a quantidade de alunos faltantes pode ser representada.
r) Números pares e números ímpares
Proponha atividades como:
  • identificar objetos usados aos pares (meias, luvas, brincos, sapatos);

  • reconhecer agrupamentos com elementos pares e ímpares;
  • pedir aos alunos que identifiquem se o número que representa a idade deles é um número par ou ímpar. Ampliar a atividade com outros números disponíveis, como o número do calçado dos alunos, o número da sala de aula, a página do livro etc.
s) Medidas de tempo
Proponha atividades como:
  • levar para a sala de aula diferentes modelos de relógios – digitais, analógicos, de parede, de pulso, cuco, de pêndulos etc. – para que os alunos possam conhecer melhor esses objetos;
  • mostrar, por meio de fotografias ou da leitura de um texto, como o homem antigo media o tempo utilizando o relógio de sol;
  • escrever em um cartaz os horários das atividades do dia ou da semana;
  • cantar a música “O relógio”, de Vinicius de Moraes.
t) O ano, os meses e a semana
Proponha atividades como:
  • manipular diferentes tipos de calendários do ano atual;
  • manter um calendário na sala de aula para que as crianças possam marcar nele os dias que passaram;
  • anotar em um calendário afixado no mural quais serão as atividades da semana;
  • localizar determinado dia ou mês em um calendário;
  • marcar em um calendário as datas de aniversário dos alunos;
  • trabalhar com calendários que tragam indicações das principais datas comemorativas, por exemplo, o Dia das Crianças, que é sempre comemorado no dia 12, na primeira quinzena do mês de outubro.
u) Metro, litro, quilo
Proponha atividades como:
  • levar para sala de aula alguns dos instrumentos ou objetos utilizados para medir comprimento (régua, trena, metro de madeira), capacidade (jarra, copinho ou colher de remédio) e massa (balança de pesar alimentos, balança de banheiro);
  • medir/pesar pequenos objetos da sala de aula (mesa, cadeira, lousa, borracha, estojo, mochila etc.);
  • preparar uma receita culinária simples que trabalhe com medidas de litro e quilo;
  • pesquisar itens que são comprados em metros, quilos ou litros e montar uma lista;
  • observar embalagens a fim de encontrar as indicações da unidade de medida utilizada.
Retirado do Portal da Editora Brasil