Quem sou eu

sábado, 19 de julho de 2014

Incentivando o Hábito da Leitura


Falar de leitura de livros nos dias em que vivemos é muito complicado, pois a s crianças, hoje são embaladas pela onda da tecnologia que oferece coisas extraordinárias aos olhos humanos. Uma série de opções são apresentadas a elas com a permissão dos pais e professores. Como por exemplo, temos os videogames, desenhos animados, computadores, internet, DVDs, jogos, filmes, etc.

Mas escola tem a responsabilidade de ensinar a criança a ler e também despertar - lhe o gosto pela leitura. Esta é uma tarefa difícil, mas não impossível.

Muitas vezes além de toda essa tecnologia, temos também as principais responsáveis pela pouca vontade de ler dos aluno que sãos as atividades escolares como: preencher fichas de interpretação, fazer resenhas, responder questionários ou , ainda, preparar-se para uma prova.

A leitura é muito importante, pois além de ser o veículo eficaz contínuo de aprendizagem, também auxilia o desenvolvimento harmonioso da personalidade. É um instrumento de educação, proporciona condições de formar espíritos críticos, e é uma fonte de crescimento interior. Ler não é apenas instruir, mas divertir e enriquecer.

“A leitura só se implanta se estiver associada ao prazer, à arte, de modo que o receptor sinta – se envolvido e motivado por ela, tendo também contato com as formas de comunicação mais elaboradas que caracterizam a arte em geral” (Ponde, Glória Maria)

Aos professores deve despertar em si mesmos o prazer pela leitura para que possa haver um vínculo entre eles e a atividade proposta. Devem ler para seus alunos, mesmos ainda não alfabetizados, pois ouvindo as histórias, eles irão fazer interessante viagem ao mundo da leitura e entenderão que” ler é muito mais do que ler com os olhos, é conhecer o mundo”. (Impressão Pedagógica nº 31, pág.8, jun/set 2002). Ex: Fazer carterinha para os alunos da educação infantil.; Aluno de alfabetização do CAV que todos os dias pegava um livro para ler.

Há uma fragilidade no sistema educacional brasileiro e a inexistência de medidas mais amplas e eficazes no sentido de promover a cultura e, por extensão, a leitura, ainda relega o livro à condição de artefato de luxo a ser reverenciado por ser raro. Os caminhos para a inversão desse estado de coisas podem ser abertos por aqueles que vêem na escola e na biblioteca, por exemplo uma possibilidade de acesso à leitura.

Cabe aos professores e bibliotecários a responsabilidade de despertar nos alunos este gosto pelos livros.

Entre as muitas responsabilidades do Bibliotecário, destacam –se:
a) Orientar e incentivar o uso dos livros e demais materiais existentes;
b) Transformar a Biblioteca num lugar atrativo e agradável. Evitar que seja usada como lugar de castigo.

“O leitor é a própria razão de ser de toda a Biblioteca, sem sua presença, a função desta ficaria reduzida a um mero depósito de livros.” Gaston Litton

Pensamento: QUEM LÊ...

...Sabe Mais
...Pensa Melhor
...Compara Idéias
...Prepara-se Melhor
...Tem o que Falar
...Tem o que Responder
...Fundamenta Suas Opiniões
...Aumenta sua Compreensão
...Melhora o Vocabulário
...Tem mais Chances
...Absorve Experiência
...Sabe o que Está Acontecendo

O que o hábito da leitura pode fazer?

a) Ampliar os horizontes;
b) Desenvolver o espírito investigativo;
c) Estimular a criatividade
d)Contribuir na construção de bons modelos;
e) Favorecer a autonomia de pensamento, a auto - crítica e o senso de julgamento.

O que se pode fazer para incentivar a leitura?

1) Realizar a hora do conto
Os livros desenvolvem a imaginação, a criatividade, objetivando o contato com a literatura. A partir de histórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência da vida real. A hora de curtir um livro juntos é a hora de partilhar. O importante é que nessa hora não haja pressa, contando ou lendo tudo de uma só vez. É preciso respeitar as pausas, perguntas e comentários naturais que a história possa despertar, tanto em quem lê quanto quem ouve.

O objetivo da hora do conto é a familiarização com a literatura, mostrando-a como entretenimento. Até os alunos menos amigos dos livros sentem – se encantados com essa atividade porque, para eles, ouvir é muito mais fácil do que ler, e o narrador, com as modulações da voz e as expressões faciais, ajuda a tornar os significados mais compreensíveis, mais interessante as situações e os personagens.

Há diversas maneiras para se realizar a hora do conto como:

a) Cineminha – onde é usada uma caixa de papelão ou madeira; dois pedaços de cabo de vassoura, papel, tinta e muita imaginação. (antigo)

b) Teatro de bonecos – no qual são utilizados bonecos (fantoches) seguindo o enredo de uma história.

c) Leitura em voz alta para as crianças.

d) Criação de história:
Continuando o enredo da obra lida;
Criando novos enredos com os mesmos personagens;
Reescrevendo a história em uma outra época;
Recriando a história em outro ambiente.

e) E usar vários outros métodos para a hora do conto.

2) Promover Concursos de Leitura “ Sou Louco por livros”
Onde o aluno lê o livro e dá o seu parecer e incentivando outros a lerem também.
Quem realmente ler mais, merece uma medalha ou um prêmio .

3) Jornal Mural – montar no mural as várias seções do jornal. Cada um lerá o que interessa.

4) Festa Literária – Noite de autógrafos. Fazer exposição dos livros escritos pelos alunos.

5) Campeões da Leitura – Todo mês montar o quadro dos campões. Dar uma lembrança.

6) Visitas a Feira de Livros – a cada 2 anos nós temos no Rio a Bienal do livro, uma oportunidade de levar os alunos para visitarem a feira, ouvirem histórias e comprarem livros.

7) Fazer desenhos, pintura do livro ou de alguns de seus personagens.

8) Fazer comentários sobre o livro lido.

9) Confeccionar cartazes com desenhos inspirados no enredo, no ambiente ou nos personagens.

10) Montar murais com base nas histórias lidas ou feitos a partir de trabalho livres.

11) Fazer dramatização da história lida ou da parte que mais interessar.


Estratégias de Leitura Recreativas

Textos recreativos para crianças não – alfabetizadas:

- Permite que a criança tenha contato com livros, mesmo que não tenha idade para ler.
- Escute com carinho e paciência as histórias que elas contam.
- Incentive – as a falar e a se expressar, sem imita-la.
- Conte história para elas.
- Leia histórias em voz alta com bastante freqüência.
- Dê livros de presente a elas.
- Leve – as a participar de eventos culturais: feira de livros, teatro, etc.
- Estimule visitas às bibliotecas.

Textos recreativos para crianças alfabetizadas – 1º ao 5ºano

- Dê livre escolha às crianças, no que diz respeito à leitura recreativa.
- Procure incentiva - las sempre a ler.
- Fale a respeito de livros e escritores com as crianças.
- Faça murais sobre livros e autores bem conceituados.
- Faça exposições de livros novos na biblioteca.
- Não cobre, jamais uma leitura recreativa.
- Faça com que seu mundo e o da criança gire em torno de informações, livros, jornais,
Tv, etc.
- Leia juntamente com os alunos, os mesmos livros. Após a leitura, faça comentários sobre a obra. A fala, a audição e a socialização estarão sendo ativadas.

A Escolha dos livros

Existem inúmeros guias de leituras, noticiários, boletins informativos e catálogos de literatura infanto – juvenil, que devem ser selecionados com atenção, diferenciando da literatura de consumo que não possui comprometimentos maiores com a realidade da criança.

A literatura infantil deve ter a função básica de estimular na criança todas as potencialidades latentes em seu ser, e uma linguagem adequada a criança.

Todo o cuidado é pouco na escolha do livro. Note o que Ellen White escreveu: “À crianças deve ensinar – se a rejeitar os contos levianos, excitantes, e volver à leitura sensata que levara´ o espírito a ter interesse na narração, história e argumentação da Bíblia. A leitura que lança luz sobre o Sagrado Volume, e desperta o desejo de o estudar, não é perigosa, mas sim proveitosa.” - Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p.122

Verso Bíblico: “Ensine a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” Prov.22:6

Lusmar da Silva Duarte Araújo

Coordenadora de Bibliotecas das Escolas Adventistas do Rio de Janeiro
Niterói/2007



domingo, 29 de junho de 2014

APRENDA A FAZER BRINQUEDOS RECICLADOS

Bom dia, pessoal!!!!

Voltando das férias e já trazendo novidades de montão!
Que tal aprender a fazer lindos brinquedos para montar uma brinquedoteca na sua escola?
Você pode fazer, ou melhor ainda, fazer junto com as crianças na aula de artes. Que tal? 
Tudo super fácil de fazer e sem contar que é muito gostoso soltar a imaginação e criar muitas outras coisas.

Brinquedos divertem e também ensinam... :) 
Vamos lá?



 

























Gostaram das dicas de brinquedos reciclados?
Então...Mãos à obra!!!!




domingo, 1 de junho de 2014

CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM



Sobre o encaminhamento ao Psicopedagogo….

Muito discutida e ainda não totalmente resolvida é a questão do encaminhamento de crianças com problemas escolares a profissionais especializados em dificuldades de aprendizagem, os psicopedagogos. Quer por haver diferentes profissionais com múltiplas especialidades, quer pela dificuldade da escola em avaliar a quem encaminhar cada caso, o que se vê é que existe uma certa dúvida nessas conduções, o que em nada beneficia a criança e a sua família.
 Apesar de toda controvérsia quando o assunto se refere às dificuldades de aprendizagem de nossas crianças, a prática nos aponta para dois fatos inegáveis: esses problemas devem-se a diferentes fatores isolados ou associados entre si, e somente a avaliação e a intervenção precoce das dificuldades, pode levar ao sucesso na aprendizagem escolar. O papel da escola nesse em  muitos outros sentidos na vida das crianças, ultrapassa o âmbito pessoal e se reflete no crescimento da sociedade como um todo.
Escola, família e sociedade são responsáveis não só pela transmissão de conhecimentos, valores, cultura e mas também pela formação da personalidade social dos indivíduos.
As dificuldades e os transtornos de aprendizagem que se apresentam na infância tem sempre forte impacto sobre a vida da criança, de sua família e sobre o seu entorno, pelos prejuízos que acarretam em todas as áreas do desenvolvimento pessoal, assim como de sua aceitação e participação social.
A Aprendizagem é um processo que se realiza no interior do indivíduo e se manifesta por uma mudança de comportamento relativamente permanente.
Segundo Silvia Ciasca, a Dificuldade de Aprendizagem é compreendida como uma “forma peculiar e complexa de comportamentos que não se deve necessariamente a fatores orgânicos e que são por isso, mais facilmente removíveis”. Ela ocorre em razão da presença de situações negativas de interação social. Caracteriza-se fundamentalmente pela presença de dificuldades no aprender, maiores do que as naturalmente esperadas para a maioria das crianças e por seus pares de turma e é em boa parte das vezes, resistente ao esforço pessoal e ao de seus professores, gerando um aproveitamento pedagógico insuficiente e auto estima negativa.
Essa dificuldade é relacionada a questões psicopedagógicas e/ou sócio-culturais, ou seja, não é centrada exclusivamente no aluno e somente pode ser diagnosticada em crianças cujos déficits na aprendizagem não se devam a problemas cognitivos.
A dificuldade de aprendizagem, DA, não tem causa única que a determine, mas há uma conjugação de fatores que agem frente a uma predisposição momentânea da criança. Alguns estudiosos enfatizam os aspectos afetivos, outros preferem apontar os aspectos perceptivos, muitos justificam esse quadro alegando existir uma imaturidade funcional do sistema nervoso. Ainda há os que sustentam que essas crianças apresentam atrasos no desempenho escolar por fatores como a falta de interesse, perturbação emocional ou inadequação metodológica.
De modo mais pontual, acredita-se que as dificuldades de aprendizagem surgem por exemplo a partir de:
- Mudanças repentinas de escola, de cidade, de separações;
- Problemas sócio culturais e emocionais;
- Desorganização na rotina familiar, excesso de atividades extra curriculares, pais muito ou pouco exigentes);
- Envolvimento com drogas, separações;
- Efeitos colaterais de medicações que causam hiperatividade ou sonolência, diminuindo a atenção da criança;
- encontramos assim crianças com baixo rendimento em decorrência de fatores isolados ou em interação.
Pode ser percebida pela professora e diagnosticada por profissionais especializados já na  pré-escola. Pode ser evitada tomando-se cuidado em respeitar o nível cognitivo da criança e permitindo que esta possa interagir com o conhecimento: observar, compreender, classificar, analisar, etc.
O diagnóstico e a intervenção das dificuldades de aprendizagem envolvem interdisciplinaridade em pelo menos três áreas: neurologia, psicopedagogia e psicologia, para possibilitar a eliminação de fatores que não são relevantes e a identificação da causa real do problema.
Alguns sintomas podem ajudar os profissionais da escola a perceberem os sinais da Dificuldade de Aprendizagem, a partir da pré escola e durante todo trajeto escolar da criança:
- Persistentes problemas na área da Linguagem: de articulação, aquisição lenta de vocabulário, restrito interesse em ouvir histórias ,dificuldade em seguir instruções orais, soletração empobrecida,dificuldade em argumentar,problemas em redigir e resumir,etc;
- Problemas com a Memória: dificuldades na aprendizagem de números, dos dias da semana,em recordar fatos, em adquirir novas habilidades,em recordar conceitos, na memória imediata e de longo tempo, etc;
- Atenção: dificuldade em concentrar-se em algo que não seja de seu interesse pessoal, de planejar, de autocontrole, impulsividade,  atenção inconstante, etc;
- Problemas com a Motricidade: problemas na aquisição de comportamentos de autonomia (ex. amarrar os cordões do tênis); relutância para desenhar; problemas grafo-motores da escrita (forma da letra, pressão do traço, etc); escrita ilegível, lenta ou inconsistente; relutância em escrever;
- Lentidão na aquisição das  noções de espaço e tempo, domínio pobre de conceitos abstratos; dificuldade na planificação de tarefas; dificuldades na realização de tarefas acadêmicas, provas, etc; dificuldade de aquisição de novas aprendizagens cognitivas; problemas sociais.

TRANSTORNO OU DISTÚRBIO  DE APRENDIZAGEM 

DIS + TURBARE =  alteração violenta da ordem natural da  aprendizagem
No Transtorno de aprendizagem, há a presença de  uma disfunção neurológica, que pode envolver imaturidade,lesões específicas do cérebro, fatores hereditários e ou disfunções químicas. Devido à forma irregular que as habilidades mentais se desenvolvem, aparecem discrepâncias marcantes entre a capacidade e a execução nas tarefas acadêmicas.
São características marcantes dos Distúrbios de Aprendizagem:
- início do comportamento ou atraso sempre na infância;
- o transtorno está sempre ligado à maturação biológica do sistema nervoso central;
- curso estável;
- as funções afetadas incluem geralmente a linguagem, habilidades viso-espaciais e/ou condições motora;
- há uma história familiar de transtornos similares e fatores genéticos têm importância na etiologia (conjunto de possíveis causas) em muitos casos.
Segundo estimativas da  Organização Psiquiátrica Americana, a prevalência dos Transtornos da Aprendizagem, variam entre 2 a 10% na população, dependendo da natureza da averiguação e das definições aplicadas e estes podem persistir até a idade adulta.
Os principais Transtornos de Aprendizagem são os de Leitura e Escrita, de Cálculo, o Transtorno do Déficit de Atenção e/ou  Hiperatividade e o Transtorno não Verbal de Aprendizagem.
O diagnóstico desses Transtornos deve ser realizado por profissionais especializados e experientes, em uma equipe multiprofissional que garanta também o planejamento e a intervenção objetivando minimizar os efeitos de tais distúrbios sobre a vida da criança.
Essa equipe deve ter necessariamente a presença de um psicopedagogo, profissional habilitado em trabalhar com as questões da Aprendizagem e que partirá de seus conhecimentos transdisciplinares, para trabalhar e promover o desenvolvimento de estratégias cognitivas de aprendizagem, de estudo, as operações mentais para a realização das tarefas de cunho pedagógico, aumentar a auto estima e a motivação intrínseca da criança, etc.
É possível encontrarmos crianças cujo rendimento escolar apresenta-se empobrecido frente aquele esperado por seus pais e professores e que não apresentam transtornos  de aprendizagem,porém o fraco desempenho na aprendizagem nunca deve ser desconsiderado ou minimizado pois representa o ponto de partida para o diagnóstico da dificuldade e do transtorno no aprender.
Se uma criança chama a atenção de seu professor pela problemática que apresenta para aprender e se esta dificuldade não demonstrou ter ligação com a prática pedagógica usada, a avaliação desse profissional deve necessariamente ser levada aos pais, no sentido de os alertar a procurarem um trabalho especializado na área da aprendizagem.
O psicopedagogo tem formação multidisciplinar e informação suficiente, para após avaliar a criança, a encaminhar para outra especialidade se assim for necessário. E, no mínimo, no final da avaliação psicopedagógica, os pais já terão afastado  a maior parte das possibilidades de diagnósticos prováveis em dificuldades e transtornos de aprendizagem.

Por Maria Irene Maluf
(Especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial / Editora da revista Psicopedagogia da ABPp /Profª convidada do Instituto Sedes Sapientiae / Coordenadora/SP do Curso de Especialização em Neuropedagogia do Instituto SaberCultura - www.irenemaluf.com.br)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

LINHA DO TEMPO DAS COPAS DO MUNDO


A ideia de criar um campeonato mundial de futebol surgiu em 1904, ano em que foi fundada a Federação Internacional do Futebol (Fifa), mas só foi concretizada em 1930, quando o Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo. O país foi escolhido por possuir então o título olímpico no futebol e por celebrar, naquele ano, seus 100 anos de independência.
A decisão de realizar a primeira Copa do Mundo no Uruguai desagradou a dirigentes e jogadores europeus, que enfrentavam dificuldades por conta da crise econômica que se seguiu à quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Uma viagem longa, cansativa e custosa, cruzando o Oceano Atlântico, era a última das preocupações que muitos gostariam de ter, e isso significava a possibilidade de viajar sem os melhores jogadores. Como resultado, das 13 seleções participantes (convidadas a entrar no torneio, já que não passaram por eliminatórias) apenas quatro eram européias – França, Romênia, Bélgica e Iugoslávia. As outras nove equipes eram do continente americano: Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, Chile, Paraguai, Bolívia, México e Estados Unidos.
No dia 30 de julho de 1930, Uruguai e Argentina disputaram a primeira final de Copa do Mundo, no estádio Centenário, construído para o torneio mundial. O país-sede derrotou a Argentina por 4 a 2, de virada. Para que a população pudesse comemorar, no dia seguinte o governo decretou feriado nacional. O Brasil ficou em sexto lugar na competição.

1934 – Itália (seleção campeã: Itália)

A Itália disputou com a Suécia a possibilidade de sediar a segunda edição da Copa do Mundo. Os suecos ambicionavam os lucros do torneio e os italianos tinham objetivos políticos -- o regime fascista de Benito Mussolini queria usar a Copa para promover o país. Por falta de condições financeiras, a Suécia desistiu da briga. Com a escolha da Itália, o Uruguai decidiu não disputar o campeonato, em retaliação à não participação da seleção italiana na Copa de 1930, realizada em seu território. Tornou-se assim o único campeão a não defender seu título.
A Copa do Mundo de 1934 contou com 16 equipes, classificadas em uma disputa preliminar entre 32 países. Foi realizada numa escala muito maior do que a anterior, com transmissão radiofônica ao vivo para 12 países que participavam do torneio. Além disso, os jogos foram disputados em oito cidades -- no campeonato anterior todas as partidas haviam ocorrido na mesma cidade, Montevidéu, a capital uruguaia.
O Brasil foi eliminado pela Espanha logo na primeira fase da competição e ficou na 14ª posição – a pior participação do país na história das Copas. Destino semelhante teve a Argentina, eliminada pela Suécia no início do torneio. A final foi disputada entre a Itália e a antiga Tchecoslováquia (que reunia a República Tcheca e a Eslováquia, hoje países independentes). A “Azzurra”, como é conhecida a seleção italiana, venceu os visitantes na prorrogação e conquistou o título.

1938 – França (seleção campeã: Itália)

Com diversos problemas políticos e econômicos, o mundo vivia o temor de uma Segunda Guerra Mundial, que teve início em 1939. A Espanha enfrentava uma guerra civil e ficou de fora da terceira Copa do Mundo. A Áustria havia sido anexada pela Alemanha, o que reduziu o número de equipes participantes de 16 para 15 -- vários jogadores austríacos participaram da seleção alemã. Também ficaram de fora o Uruguai e a Argentina. Esta última boicotou o campeonato porque havia perdido a disputa para sediá-lo. O Brasil foi o único país sul-americano a viajar para a França, terra natal de Jules Rimet, idealizador do torneio.
As seleções da Itália e da Alemanha, que estavam sob os regimes fascista e nazista, foram vaiadas em alguns momentos do torneio. Ainda na primeira fase, Brasil e Polônia protagonizaram um dos jogos mais emocionantes da história das Copas, vencido por 6 a 5 pelo time de Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, artilheiro da competição. Nas quartas-de-final, o jogo do Brasil contra a Tchecoslováquia foi marcado pela violência. Entre as vítimas, estavam o goleiro tcheco Frantisek Planika, que quebrou um braço, e o atacante Oldrich Nejedly, que fraturou uma perna. A partida, que teve dois jogadores brasileiros e um theco expulsos, acabou empatada em 1 a 1. No jogo de desempate, disputado em clima pacífico, o Brasil venceu por 2 a 1.
A seleção brasileira perdeu a semifinal contra a equipe italiana por 2 a 1, mas conquistou a terceira colocação ao derrotar a Suécia por 4 a 2. A Itália se sagrou bicampeã mundial ao vencer a Hungria, também por 4 a 2.



1942 e 1946

A Copa do Mundo não foi realizada nesses anos por causa da Segunda Guerra Mundial. Durante esse intervalo, o troféu conquistado em 1938 pela Itália ficou escondido em uma caixa de sapato embaixo da cama do então vice-presidente da Fifa, o italiano Ottorino Barassi. Em 1950, para celebrar a sobrevivência e o retorno do evento, o troféu de campeão foi renomeado de Taça Jules Rimet.

1950 – Brasil (seleção campeã: Uruguai)

Depois do intervalo provocado pela Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo voltou a ser realizada. Por não ter sido diretamente afetado pela guerra, o Brasil foi escolhido para sediá-la. Construiu então o maior estádio do mundo, o Maracanã, inaugurado na partida entre Brasil e México, vencida pelos brasileiros por 4 a 0.
A Copa de 1950 foi disputada de acordo com um sistema incomum. A primeira fase era composta de 13 equipes, divididas em dois grupos de quatro, um de três e um de duas. Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai (que até então havia jogado apenas uma partida, derrotando a Bolívia por 8 a 0) se classificaram para a etapa final, na qual as quatro jogaram entre si. Os resultados indicavam o favoritismo do Brasil: 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha.
Num jogo acompanhado por cerca de 200 mil torcedores, a seleção brasileira precisava apenas de um empate com o Uruguai, que tinha sido derrotado pela Suécia (3 a 2) e havia empatado com a Espanha (2 a 2). O Brasil começou ganhando, mas, aos 21 minutos do segundo tempo, o Uruguai igualou o placar, para pouco depois, aos 34 minutos, marcar o segundo gol e acabar com a esperança brasileira de conquistar seu primeiro título mundial. Os uruguaios consquistaram o bicampeonato e se igualaram à Itália em número de conquistas.

1954 – Suíça (seleção campeã: Alemanha Ocidental)

Depois de se surpreender com a vitória do Uruguai sobre o Brasil na Copa de 1950, o mundo assistiu à derrota da favorita Hungria para a Alemanha Ocidental na final do torneio seguinte. Campeã olímpica no futebol em 1952, a Hungria chegou à Copa sem adversários que a ameaçassem. Na primeira fase do mundial, venceu a Coreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3, placares que ajudaram o campeonato a atingir uma média de 5,4 gols por jogo, marca não superada até hoje.
Foi na Copa de 1954 que a seleção brasileira estreou sua famosa camisa amarela. Mas o país chamou a atenção na competição por um episódio negativo – brigas em campo e nos vestiários com os jogadores da Hungria, partida que mandou os brasileiros de volta para casa, derrotados por 4 a 2 pela favorita (o Brasil ficou na sexta posição). A final da competição ocorreu num dia chuvoso. A Alemanha surpreendeu o mundo ao vencer a Hungria por 3 a 2, de virada, e conquistar seu primeiro título mundial.

1958 – Suécia (seleção campeã: Brasil)

A Copa do Mundo de 1958, a primeira televisionada, apresentou ao mundo o esquema 4-2-4 (quatro defensores, dois meios-campos e quatro atacantes) e Pelé, um jovem de apenas 17 anos. O maior jogador de todos os tempos marcou seu primeiro gol contra o País de Gales, nas quartas-de-final.
Brasil e Inglaterra protagonizaram a primeira partida sem gols da história da competição. Mas a final do torneio foi repleta deles: com craques como Pelé e Garrincha, o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2. A seleção brasileira disputou a decisão vestindo a camisa azul, porque os anfitriões usavam amarelo em seu uniforme.
Os brasileiros conquistaram a taça e a simpatia dos suecos. Depois da vitória, a seleção, famosa por sua simpatia fora do campo, percorreu o gramado com a bandeira do país anfitrião e recebeu cumprimentos efusivos do Rei Gustav IV.

1962 – Chile (seleção campeã: Brasil)

Nove jogadores da seleção brasileira de 1958 participaram da equipe que disputou o mundial de 1962. Se na conquista do primeiro título o mundo conheceu Pelé, na Copa seguinte quem brilhou foi Garrincha, então com 25 anos. O rei do futebol, apelido pelo qual Pelé já era conhecido, deixou o torneio logo no segundo jogo, por causa de uma contusão.
O bom futebol no torneio chegou a ser ofuscado pela violência. Na partida entre Chile e Itália, que os donos da casa venceram por 2 a 0, muitos socos e pontapés foram dados, resultando em dois jogadores expulsos e um com o nariz quebrado, todos da Itália. Na semifinal entre a Tchecoslováquia e a Iugoslávia, o jogo foi paralisado aos 4 minutos, quando o árbitro ameaçou expulsar todos os jogadores em campo caso a violência continuasse.
Na semifinal, vista por 80 mil torcedores, o Brasil enfrentou o anfitrião e venceu por 4 a 2, com dois gols de Garrinha e dois de Vavá. A grande final foi disputada com a Tchecoslováquia, quando a seleção brasileira derrotou os europeus por 3 a 1, conquistando, assim, o bicampeonato mundial.

1966 – Inglaterra (seleção campeã: Inglaterra)

A Copa do Mundo de 1966 foi a primeira para a Inglaterra em dois aspectos: como sede e como campeã. A conquista do título foi controversa. Na partida final, disputada com a Alemanha Ocidental, o placar marcava 2 a 2. Já na prorrogação, o atacante inglês Geoff Hurst acertou a trave e a bola caiu próxima à linha do gol. O assistente considerou que havia sido gol, confirmado pelo árbitro. Abalada com a marcação, a Alemanha levou outro gol nos últimos minutos de jogo.
A Inglaterra também foi a primeira a criar um mascote, o leão Willie. Outro animal que teve destaque na Copa de 1966 foi o cachorro Pickles, que ganhou celebridade ao encontrar a Taça Jules Rimet, roubada antes da realização do mundial enquanto estava numa exposição em Londres.
Nos gramados, novamente a violência chamou a atenção. Atingido por jogadores da Bulgária e de Portugal, Pelé acabou ficando no banco na derrota da seleção contra a Hungria por 3 a 1, ainda na primeira fase, o mesmo placar do jogo contra os portugueses. O Brasil não passou para a próxima fase e ficou 11º lugar. Apesar do fracasso, Pelé e Garrincha se tornaram os primeiros jogadores a marcar gols em três edições consecutivas da Copa do Mundo.

1970 – México (seleção campeã: Brasil)

Na Copa no México, a primeira a ser televisionada em cores, o Brasil se tornou o primeiro país a conquistar o tricampeonato, depois de derrotar a a Itália por 4 a 1 no jogo final. Além de Pelé, que participava de seu quarto campeonato, a seleção exibiu craques como Jairzinho, Tostão, Gerson, Rivelino e Carlos Alberto.
Por causa dos diferentes fusos horários entre o México e a Europa, decidiu-se que as partidas seriam realizadas ao meio-dia, para adequar sua exibição à programação das emissoras de TV europeias. O calor do México era ainda maior nesse horário e, ao lado da altitude elevada, houve muita preocupação em relação à condição física dos jogadores. Por isso, duas substituições por time passaram a ser permitidas. Outras novidades foram as estréias dos cartões amarelos e vermelhos.
A partida com mais gols na prorrogação de toda a história do mundial ocorreu na Copa de 1970, entre a Alemanha Ocidental e a Itália. Depois de empatar em 1 a 1 no tempo regulamentar de uma das semifinais, as seleções fizeram cinco gols na prorrogação, dois para a Alemanha e três para a Itália, com um placar final de 4 a 3 na partida.
Alguns dos momentos mais espetaculares do torneio foram protagonizados por Pelé. Entre eles três “quase gols”: uma cabeçada violentíssima defendida pelo goleiro inglês Gordon Banks, um chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia e um drible de corpo no goleiro uruguaio, Ladislao Mazurkiewicz, que não resultou em gol, mas encantou a todos que acompanhavam a partida.

1974 – Alemanha (seleção campeã: Alemanha Ocidental)

Embora não tenha vencido a Copa do Mundo de 1974, o Brasil teve um importante papel no torneio, já que o brasileiro João Havelange tornou-se presidente da Fifa, sendo o primeiro não europeu a assumir o posto. Um novo troféu passou a ser disputado, já que a Taça Jules Rimet havia ficado definitivamente com o Brasil após a conquista do tricampeonato.
Foi na Copa de 1974 que o mundo conheceu a “Laranja Mecânica”, apelido dado à seleção da Holanda por conta da cor de sua camisa e da movimentação incansável de seus jogadores em campo. A equipe não disputava um mundial desde 1938, quando ficou na penúltima posição.Em 1974 chegou à final como favorita, inclusive passando pelo Brasil, que ficou em quarto lugar na competição. No entanto, foi a Alemanha Ocidental que conquistou o título, vencendo a Holanda por 2 a 1.

1978 – Argentina (seleção campeã: Argentina)

A Copa na Argentina gerou polêmicas que marcaram a história do mundial. As manifestações começaram antes mesmo do início do torneio. A Fifa enfrentou protestos, boicotes e pedidos para que a sede da competição fosse alterada, já que a Argentina vivia em plena ditadura militar. Mas o presidente da federação, João Havelange, manteve a realização do mundial no país sul-americano.
Brasil e Argentina disputaram uma vaga à final nas mesmas condições: haviam estreado com vitória e empatado entre si. Estavam no mesmo grupo de Peru e Polônia, e somente uma equipe iria para a decisão do torneio. Na rodada decisiva, o Brasil venceu a Polônia por 3 a 1 e a Argentina derrotou o Peru por 6 a 0 (precisava fazer quatro gols ou mais de diferença para superar o Brasil). Muitos contestaram o resultado, alegando que o goleiro Quiroga, do Peru, havia favorecido a Argentina por se tratar de seu país natal. Outros afirmavam que a seleção peruana teria recebido 10 mil dólares para perder o jogo.
Na final, Argentina empatou com a Holanda no tempo regulamentar. Venceu na prorrogação com mais dois gols e conquistou sua primeira Copa do Mundo.

1982 – Espanha (seleção campeã: Itália)

A grande novidade na Copa da Espanha foi o aumento no número de equipes participantes, de 16 para 24. Seis “principiantes” ingressaram na competição: Argélia, Camarões, El Salvador, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. A Argélia derrotou a Alemanha em seu jogo de abertura e Camarões quase se classificou para a segunda fase, mas perdeu para os italianos no saldo de gols. El Salvador não foi tão feliz: sofreu o maior número de gols na história das Copas, perdendo de 10 a 1 para a Hungria.
A seleção brasileira que disputou a Copa de 1982, comandada por Telê Santana, se tornou célebre por contar com craques como Zico, Falcão, Sócrates, Júnior e Éder. Mas o time perdeu para a Itália nas quartas-de-final, por 3 a 2, ficando com a quinta colocação. A partida final, entre Alemanha Ocidental e Itália, foi vencida por 3 a 1 pela “Azzurra”, que se igualou ao Brasil na conquista de três títulos mundiais.

1986 – México (seleção campeã: Argentina)

Depois de a Colômbia ter desistido de sediar a Copa do Mundo por motivos financeiros, o México se tornou o primeiro país a receber o campeonato pela segunda vez. Desta vez, as seleções que faziam sua estreia no torneio foram Dinamarca, Canadá e Iraque. A primeira se destacou na fase inicial, derrotando favoritos como Uruguai e Alemanha Ocidental, e ganhou o apelido de “Dinamáquina”. Quem fez mais história foi o Marrocos, o primeiro país africano a ultrapassar a primeira fase.
A seleção brasileira terminou o torneio em quinto lugar e viu sua rival Argentina conquistar o bicampeonato. No jogo do título, os argentinos empatavam em 2 a 2 com a Alemanha. O passe para o gol decisivo foi feito por Diego Maradona, que brilhou na Copa de 1982, mas também protagonizou um lance polêmico que se tornou famoso. Na partida contra a Inglaterra, nas quartas-de-final, o capitão argentino usou o braço para disputar a bola com o goleiro Peter Shilton e fazer o gol, no que ele se referiu como uma ajuda da “mão de Deus”. Fez também o seu gol mais bonito, deixando uma fila de jogadores ingleses para trás antes de tocar para as redes.

1990 – Itália (seleção campeã: Alemanha)

Com a conquista da Copa do Mundo de 1990, a Alemanha se igualou ao Brasil e à Itália ao se tornar tricampeã. Mas o verdadeiro destaque do torneio foi a seleção de Camarões, primeira do continente africano a chegar às quartas-de-final. A equipe só voltou para casa depois de ser eliminada pela Inglaterra, já na prorrogação.
Embora a Itália não tenha poupado recursos para sediar sua segunda Copa do Mundo, construindo dois estádios e reformando outros dez, a edição de 1990 é considerada por muitos a menos emocionante da história do mundial. A média de gols por partida foi de apenas 2,21, a menor de todos os tempos. Nem mesmo o Brasil exibiu o futebol habitual, conquistando apenas o nono lugar no ranking, sua pior participação desde 1966. A Alemanha Ocidental, depois de conquistar nos pênaltis a vaga na grande final, derrotou a Argentina por 1 a 0 e conquistou o tricampeonato.

1994 – Estados Unidos (seleção campeã: Brasil)

A ideia de sediar uma Copa do Mundo num país sem tradição no futebol foi vista com desconfiança por muita gente. Esperava-se que o evento fosse um fracasso financeiro e de público. Mas o presidente da Fifa, João Havelange, pretendia com isso cruzar a última fronteira da modalidade e conquistar de vez os norte-americanos. A Copa de 1994 mostrou-se um sucesso: obteve o recorde de mais de 3,5 milhões de espectadores (mais de 68 mil por partida, em média). Os destaques da competição foram a Suécia, que conquistou o terceiro lugar, e a Bulgária, que eliminou a Alemanha depois de jamais ter vencido um jogo na Copa do Mundo. Os búlgaros só voltaram para casa ao perder para a Itália na semifinal.
Duas notícias negativas marcaram o campeonato. A primeira envolveu Diego Maradona, que foi pego em exame antidoping e foi obrigado a abandonar os gramados. A segunda foi a morte do colombiano Andres Escobar. Autor do gol contra que desclassificou a Colômbia, na partida contra os EUA, o zagueiro foi assassinado em seu país depois de se envolver em uma discussão com torcedores revoltados com a eliminação.
Nas quartas-de-final, na partida contra a Holanda, o brasileiro Bebeto dedicou seu gol ao filho recém-nascido, num gesto que depois se popularizou: os braços, unidos, balançando como se estivessem segurando um bebê. O Brasil chegou à final para disputar o título com a Itália – ambas as seleções buscavam o tetracampeonato. Depois do tempo regulamentar sem gols, a partida foi disputada nos pênaltis e terminou quando o principal destaque da Itália, Roberto Baggio, errou o gol. O Brasil se tornou o primeiro tetracampeão mundial.

1998 – França (seleção campeã: França)

Com 32 seleções participando da competição, a Copa do Mundo de 1998 foi a maior realizada até então. A França sediou o torneio pela segunda vez e, impulsionada por sua torcida, conquistou seu primeiro título. A edição contou com a estreia do Japão, da Jamaica e da África do Sul, e a maior surpresa veio com a Croácia, que participou de sua primeira Copa do Mundo após a independência da antiga Iugoslávia. Depois de passar por Alemanha e Holanda, os croatas chegaram ao terceiro lugar, e seu atacante Davor Suker foi o artilheiro da Copa.
Os Estados Unidos e o Irã, com relações políticas estremecidas, competiram em uma partida sem violência e as seleções posaram juntas para fotos. Os iranianos venceram os norte-americanos por 2 a 1 e foram recebidos como heróis em seu país, mesmo tendo sido eliminados. Os anfitriões do evento chegaram à sua primeira final de Copa do Mundo e enfrentaram o Brasil, comandado por Mário Zagallo. A seleção brasileira entrou em campo abalada – o atacante Ronaldo, grande destaque até então, teria tido uma convulsão pouco antes da partida, mas ainda assim foi escalado. O Brasil acabou perdendo por 3 a 0, e a França conquistou sua primeira Copa do Mundo.

2002 – Japão/Coreia do Sul (seleção campeã: Brasil)

A Copa do Mundo de 2002 foi a primeira realizada no continente asiático e em dois países consecutivamente e teve como destaques a própria Coreia do Sul e a Turquia. A coanfitriã fez uma boa campanha, vencendo a Itália e a Espanha, e chegou à quarta colocação, após ser derrotada pela Turquia. O Japão também comemorou seu bom desempenho, passando pela primeira fase e sendo eliminado pela Turquia nas oitavas-de-final. O país europeu também foi responsável por tirar da jogada a seleção de Senegal, que fez sua estreia na história da Copa do Mundo e chegou às quartas-de-final. Já a França (sem marcar nenhum gol no campeonato) e a Argentina voltaram para casa antes do que se esperava, ainda na fase inicial.
A edição asiática da Copa do Mundo foi a oportunidade para o atacante Ronaldo dar a volta por cima depois do ocorrido na França. Foram dele os únicos dois gols na final contra a Alemanha. O jogador marcou oito gols durante a Copa, perdendo apenas para os dez gols de Gerd Mueller pela Alemanha Ocidental nos jogos de 1970, no México. A seleção brasileira, comandada por Luiz Felipe Scolari, o “Felipão”, ganhou todas as partidas disputadas no torneio de 2002 e teve o melhor ataque da competição (18 gols). Com esses números, conquistou o pentacampeonato e se tornou o único país a se sagrar campeão nos três continentes que já realizaram uma Copa do Mundo – Europa, América e Ásia.

2006 – Alemanha (seleção campeã: Itália)

Na Copa do Mundo, que contou com cerca de 3 milhões de torcedores presentes nos jogos, a imagem mais marcante não foi positiva: na partida final, o capitão francês Zinedine Zidane deu uma cabeçada no italiano Marco Materazzi e foi expulso do jogo. Até chegar a essa etapa, a equipe italiana havia sofrido apenas dois gols, um contra e um de pênalti.
A África mais uma vez se destacou com seleções que estreavam na Copa do Mundo. Costa do Marfim pressionou a Holanda e a Argentina; Angola empatou com México e Irã; e Gana derrotou a República Tcheca e os Estados Unidos. Já o Brasil terminou a competição em quinto lugar, com Ronaldo marcando seu 15º gol numa Copa do Mundo, a maior marca já atingida por um jogador. O troféu da Copa de 2006 ficou com a Itália, que conquistou o tetracampeonato.
  • 2010 (África do Sul): Copa da tecnologia. Copa da polêmica das vuvuzelas. Primeira Copa no continente africano. A Espanha foi campeã pela primeira vez. 

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